quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O teatro e a tragedia dos Caras Pintadas

O TEATRO E A TRAGÉDIA CARAS PINTADAS

O cenário é o conflito de gerações dos anos secenta.
Uma família de trabalhadores que se empenham em estudar 3 filhos.
Ambos na universidade do estado em um momento em que o conflito de gerações atinge seu ponto crucial.
O pais vivia os momentos de um governo militar, uma ditadura.
No México na França, na Argentina e no Chile os estudantes se rebelavam promovendo manifestações ruidosas. \tab Enfrentavam a polícia e as demais autoridades, o existencialismo de Sartre dominava as paixões.
No Brasil não foi diferente. Os estudantes também estavam em luta.
Uma luta Franca e aberta.
Enfrentavam a polícia em batalhas campais.
Atacavam veículos militares, retiravam seus ocupantes e incendiavam as viaturas, percorriam a cidade em bandos incontroláveis, aos brados da palavra de ordem abaixo a ditadura.
Saiam em manifestação que chamavam de passeata, faziam comício incentivando a população a aderir a sua causa.
Tinham razões de sobra, e o argumento principal utilizado era o seguinte:
A ditadura militar havia adotado o sistema educacional de origens do imperialismo norte americano denominado "mec. usaid"?
Ora o "Mec usaid" não era o sistema educacional conveniente ao Brasil.
Portanto, um sistema inaceitável.
Uma vez que, este sistema obsoleto não trazia resultados para a nação, os professores deveriam unir-se aos estudantes universitários e secundaristas para combater tal sistema.
A faculdade de filosofia da USP, situava-se na mesma rua, onde defronte, se achava a faculdade do Markenzie.
A faculdade do Markenzie tinha idéias opostas as idéias e conceitos da filosofia da USP.
Exprimiam tais idéias pôr meios agressivos e violentos essencialmente preconceituosos.
O conflito ideológico foi se acirrando pôr ambos os lados.
Levantaram-se barricadas de proteção em ambas as faculdades, e as batalhas campais eram diariamente travadas.
O Mackenzie formou uma brigada para militar chamada C.C.C. que significa: Comando de Caça aos Comunistas.
A filosofia não deixou pôr menos, propôs a luta armada aos moldes guevarista.
Estas duas idéias em conflito não era desconhecida das famílias.
Através da imprensa chegava diariamente o noticiário informacional e local.
Os familiares dos estudantes estavam apreensivos acompanhavam o conflito dramático.
O drama de uma nação, através de sua juventude chegou ate as almas da pátria i.e. aos pais e as mães a célula mater da nação.
Os pais atribuíam as responsabilidade familiares as mães que, pôr sua vez, reagiam com o seu modo peculiar.
Passemos ao primeiro ato, portanto, cuidemos dos diálogos.
O primeiro ato é marcado pôr um monologo em que um jovem estudante faz um discurso inflamado perante as pais.
O jovem estudante - Ho governo da minha casa, governo da minha mãe, e de todos nos que somos irmãos.
Ho, diretores das escolas que regem nosso ensino e nossa formação.
Ho! professores e mestres da nossa educação.
Operários e camponeses, trabalhadores do comercio e da industria. O governo militar que, pôr meio de uma ditadura governa esta nação cometeu mais um crime; assassinando um estudante secundarista, na faculdade de Filosofia.
A ditadura militar que atua pôr meio dos reacionários fascistas do C.C.C mataram a tiros um estudante inocente.
A união nacional dos estudantes, a U.N.E. vestiu-se de luto com a camisa ensangüentada deste estudante, tombado na luta contra a ditadura.
Mas este luto não foi um luto silencioso, calado, ou temeroso pranteamos um luto gritado e revoltoso.
Denunciamos neste ato outros crimes cometidos contra os operários, e os camponeses; os crimes,da miséria e da fome que, privam seus filhos dos bancos escolares, obrigando--os a trabalharem desde a tenra idade.
O governo militar implantou o sistema"Mec Usaid" no ensino.
Este sistema de educação é obsoleto, foi sucateado, nos Estados Unidos e agora vendido ao Brasil, comprado pela ditadura Brasileira.
Ho - minha mãe, Ho meu pai, a U.N.E. em luta contra este sistema de ensino; tem travado muitas batalhas, superiores as nossas forças.
Nossa alimentação não é adequada.
Vivemos em alojamentos precários, e as saudades da família são muitas.
Mas nunca, temos dinheiro para o transporte. Estudamos dia e noite e trabalhamos nas entidades estudantis.
Os diretórios centrais estudantis mobilizados constantemente exigem uma ação efetiva de proteção e segurança.
Sofremos as ameaças de invasões policiais, e de grupos pára- militares fascistas.
Mas, a luta continua, os estudantes Argentinos, Mexicanos, Chilenos,Franceses estão todos mobilizados, em passeatas, todos os dias.
Em todo o mundo os estudantes fazem passeatas simultaneamente.
E aqui no Brasil, agora, mataram um estudante.
A revolta se apossou de todos nos, os estudantes saímos em passeatas pelas ruas de São Paulo, e denunciamos a população o crime cometido pelo comando de caça aos comunistas.
Entramos na praça da republica e ali fizemos discursos tomamos todos...os veículos oficiais com chapa branca e os incendiamos subimos pela avenida São João, ate chegarmos na praça da Se, aonde fizemos discursos e mostramos a roupa do luto.
No percurso que fizemos fomos aplaudidos pôr toda população.
Desde o alto dos edifícios os trabalhadores lançavam chuvas de papel picado, e ovacionavam a passeata, não houve um edifício que ficou em silencio.
Ao cair da noite chegou a repressão, com gazes de lacrimogêneo, cães amestrados, e a cavalaria, carros tanques com jatos de água e areia, gorilas com porretes.
Nos éramos aproximadamente 5 mil estudantes paramos a cavalaria jogando bolinhas de gude nas avenidas.
Os cavalos escorregavam e caiam; tínhamos estilingue e embornais de pedregulho, travamos a batalha, e fomos dispersados.
Alguns foram presos, pela pela repressão, e os que escaparam, voltaram a se reunir no prédio da faculdade de Filosofia na rua Maria Antonia.
Fizemos pedágio nas avenidas próximas a faculdade e com o dinheiro arrecadado compramos gasolina e garrafas vazias, confeccionamos um arsenal de Bombas Molotov, e retomamos a batalha contra o comando de caça aos comunistas alojados no prédio do Makenzie.
A batalha seguiu noite a dentro ambos entrincheirados em sua barricadas erguidas para proteção.
Fizemos assim o nosso dia de luto, foi uma jornada de luta, a luta para derrubar este governo militar que mata e assassina.
E vende o pais e nossos pais, nossas mães, nossos irmãos e as terras, e as fabricas; toda a nação foi entregue ao Imperialismo norte americano.
Mas nos estamos reagindo; os partidos de esquerda se armaram, e travam uma guerra de guerrilha, estamos golpeando este governo, ate enfraquece-lo.
São muitos partidos políticos que travam a batalha na linguagem das armas, na linguagem militar.
Faremos um, 10, 100, mil Vietnã.
A revolução socialista esta em marcha no continente.
Começou em Cuba, e avança pôr toda América latina. Em todos os países os revolucionários estão em marcha.
Vamos unir operários, camponeses e estudantes e derrubaremos os governos marionetes do imperialismo Norte Americano.

MONOLOGO O PAI II

A mãe permanece sentada impassível, olhando fixo para a platéia.
O pai evoca a Deus, o jovem estudante fica parado estático vestido com a camisa ensangüentada.
Ha, meu filho, Ho, filho de Deus, o que andas fazendo?
O que andas estudando?
Já faz tanto tempo que não ti vejo.
Mas tenho assistido aos noticiários da televisão, tenho lido os jornais e tenho escutado os rádios.
Tenho tentado seguir os seus passos ate onde os meus podem alcançar.
Pergunto para sua mãe noticias suas, e recebo como resposta o silencio.
Você não escreve para casa, você não envia noticias, e eu não sei nada informar sobre ti.
Quando me dirigem a pergunta: Como vai seu filho na Faculdade?
Respondo então, pra mim mesmo, esta muito ocupado com os trabalhos escolares, tão ocupado que, não tem tempo de escrever ao seu querido velho.

Sinto-me também obrigado a trabalhar, pois alem de você tenho mais dois filhos para sustentar, e tenho sua mãe. Todos dependem do meu trabalho, e minhas forças já não são as mesmas.
Já estou ficando cansado, estou mais velho, meus olhos já enfraquecem, minhas mãos estão ficando tremulas, minhas pernas, já não suportam mais o peso do meus corpo, do mesmo modo como era antigamente
Sacrifiquei minhas vistas, minhas mãos e minhas pernas, pôr anos a fio, na esperança de poder através do estudo de vocês, meus filhos, realizar o que eu não pude fazer, estudar.
Sempre fui na igreja pedir para Deus proteção a vocês.
Fiz promessas não cumpridas, para que nada ocorresse a vocês.
Fiz horas extra no trabalho, para aumentar a poupança acaso venha ocorrer alguma necessidade urgente.
Sonhei que uma cobra estava ti mordendo, acordei e fiquei tranqüilizado, pois sabia que você estava na faculdade estudando.
Depois em um sonho horrível, um pesadelo tremendo eu via um touro enorme perseguindo sua irmã, acordei e fiquei tranqüilizado, pois, sua irmã estava em casa.
Outra noite sonhei com um cachorro enorme que mais parecia um lobisomem, acordei sua mãe; com os gritos do pesadelo, o lobisomem carregava você pelas matas adentro.
Depois vi você no caixão de defunto dentro do cemitério, você se levantava, como um zumbi encantado, vestia uma camisa ensangüentada e rasgada como esta que você veste agora.
Pelo amor de Deus meu filho me responda agora:
O que você esta fazendo da vida que, eu, e sua mãe, demos a você? Responda em nome de Deus, como você esta tratando a sua saúde, a saúde que eu entreguei nas suas mãos.
Para ser conduzida pôr sua cabeça?
Responda meu filho: com o dinheiro que eu dei você, você se afastou dos vícios?
Em nome do poder e da justiça de Deus: responda-me filho, o que tens estudado?
Sua mãe, também sonhou com uma boiada louca em disparada, um estouro de boiada, passando pôr cima de você meu filho, e você aos gritos.
Chamava pôr sua mãe, e finalmente, sua mãe sonhou com você em uma cela de prisão; pendurado de cabeça para baixo sendo espancado pôr um homem, torturado.
Então, sua mãe acordou chorando chamando pôr você, e veio a noticia que realmente você estava preso.
Na delegacia fui interrogado pelo delegado.
Ele me perguntou: O que eu sabia sobre sua vida.
Respondi: Que tudo que sabíamos era que você estava estudando. E que trabalhávamos muito para poder dar algum apoio para eventuais necessidades.
O delegado me perguntou, se eu sabia que alguns estudantes estavam com grupos de guerrilhas assaltando bancos.
Respondi: Que jamais me passou pela cabeça semelhante atrocidade.
O delegado então me revelou, que muitos jovens abandonaram as faculdades e seus estudos, abandonaram, seus pais e seus parentes, e vivendo uma vida de clandestinidade, dormindo ora, em um lugar ora em outro.
Dedicavam-se a assaltos a bancos a seqüestro e outras atividades subversivas.
Visitam camponeses e percorrem fazendas, e fabricas e sindicados conclamando outros indivíduos a se juntarem a eles.
Entregam panfletos e livros subversivos para as pessoas pregando uma revolução comunista.
Todos estão sendo procurados como terroristas.
Seus pais tem sido interrogados sobre as atividades de seus filhos, e tem sido não um interrogatório hostil aos pais.
Mas a polícia esta recomendando uma maior vigilância pôr parte dos pais aos seus filhos.
Pedimos para o delegado, que nos entregassem você sob minha responsabilidade, para que em casa pudéssemos conversar.
O delegado respondeu que sim, pois, este direito dos pais sobre os filhos a polícia não pode negar.
Assim sendo, eu como pai sou o representante das leis do estado em minha família.
Cabe a mim corrigir, reprimir, assim como, apresentar as primeiras leis da sociedade desde sua infância.
Devo ensinar a você como se comportar e respeitar as autoridades.
Portanto, meu filho, como o chefe de família eu pergunto; e exijo uma resposta; oque você vai fazer da sua vida?


MONOLOGO III

A mãe levanta-se e evoca a Deusa Iemanja.
Ho! Mãe Iemanja. Ho! Rainha do mar, tu que reinas sobre a população flutuante das cidades, nestes mares de gente.
Tu mamãe, Iemanja, Ho, rainha do mar, tu que reinas sobre as populações flutuantes das cidades nestes mares de gente.
Tu mamãe Iemanja,Rainha da aruanda, a morada dos Deuses aonde nada se move; nada se comunica ao nosso mundo.
A terra.
Tu Iemanja que, reina sobre as mães, sobre todas as mães. Ho! Mamãe Iemanja você que é mãe de todos os Deuses; e a protetora dos filhos, venha do seu mundo inteligível e com seus encantos abra os mares, pois a ti pertence este meu filho e desde este momento a ti eu o entrego; aos seus cuidados esta este menino.
Quando foi meu período de fertilidade, eu pedi para a Senhora minha mãe Iemanja, que, fecunda-se meu espirito de bons pensamentos e boas idéias, pois,desejava ser uma boa mãe.
A beleza, o bem, e a verdade, a grandeza na alma, eu queria para, praticar a maternidade, e transmitir tudo isto ao meu filho.
Pedi muito encarecidamente que este filho fosse um espirito de sabedoria e de justiça, na vida aqui na terra.
Este espirito, com a beleza, o bem, a verdade, a grandeza na alma, viria possuir uma índole da mais elevada categoria e um caráter temperante.
Suas ações constituiriam hábitos saudáveis e uma consciência acima do bem e do mal.
Carreguei este menino no meu ventre; durante nove meses, alimentei meu espirito e o espirito dele com os mais sublimes pensamentos.
Alimentei meu corpo e o corpo dele com os mais saudáveis alimentos, cuidei da saúde, minha e da saúde dele, do vigor e da força, dos seus membros, ainda em formação.
Procurava nas idéias e nas formas visualizar, como ele estava se desenvolvendo, dentro de mim.
Sonhava acordada imaginando, suas pernas, seu tronco, sua cabecinha crescendo dentro de meu ventre.
Fazia leituras diárias nos intervalos do trabalho domestico, para adquirir mais sabedoria, e transmitir a esta vida em desenvolvimento, elementos do entendimento e do conhecimento.
A sabedoria das mães conhece muito bem as curiosidades da infância, as crianças fazem muitas perguntas e exigem muitas respostas, são ávidos de conhecimento.
Perguntam sobre religião sobre religião sobre Deus, anjos, e santos e, eu, mamãe Iemanja, queria possuir as respostas que necessariamente ele me pediria.
Pôr esta causa me dediquei a perguntar imaginariamente para a senhora Iemanja, como era o mundo inteligível da aruanda? E fui com meu espirito, com a minha alma e a minha imaginação, idealizando ,as formas de vida, no mundo inteligível da aruanda.
Comecei ler a bíblia sagrada, o antigo e o novo testamento, para poder responder as perguntas sobre este assunto.
Freqüentei centros espiritas de Alan Kardek, e conheci outros mundos inteligíveis que chamam de planos espirituais.
Os espíritos de crianças tudo querem saber sobre estes assuntos.
Acalentei e embalei estes sonhos e pensamentos.
Plantei e cultivei um jardim de plantas com muitas flores durante minha gravides; esta é uma atividade muito importante para uma mãe.
Observando os seres, como eles se geram, existem, e perecem, e como se transformam, mudando suas determinações, de forma que, a substancia permanece a mesma.
Observando as plantas, germinarem, brotar, crescer florescerem, serem fecundadas, produzirem frutos, amadurecer e lançar novamente as sementes, eis ai, uma das mil maravilhas da natureza.
A metafísica a ontologia a existência dos seres.
Neste jardim foi que eu cultivei meu espirito; minha alma e a geração do ser que crescia em mim.
Eu participei da beleza, do bem, da verdade e da grandeza dos meus sonhos e das idéias da natureza e do divino e do subli-me.
Vieram as luzes, e o croché o tricô e a maquina de costura, participavam na confecção dos sapatinhos, dos agasalhos e todo o enxoval.
As musicas que eu ouvia eram selecionadas de forma tal que meu espirito fosse saudável, acompanhei as lições escolares na sua infância, e observei suas amizades, portanto, minha mãe sob sua proteção esta meu filho, e a mim cabe saber o que esta se passando, e se alguém deve interroga-lo sou eu mesma.
Neste momento a mãe entrega uma toalha ao jovem estudante e manda ele tomar banho.
O jovem sai de cena e começa, o dialogo entre a mãe e o marido.
A mãe- você vai tomar o seu remédio agora ou vai tomar o remédio depois do banho?
O pai- acabou o meu remédio, eu devo ir na farmácia comprar novo remédio
A mãe o que você vai comer hoje?
O pai- vou comer verdura, e vou comer carne.
O filho retorna e traz a toalha nas mãos, a mãe pega a toalha e começa enxugar o filho.
A mãe- quem esta lavando sua roupa meu filho? Quem esta fazendo sua comida?
O jovem estudante- minha mãe eu na faculdade faço a minha própria comida do mesmo modo como a senhora me ensinou minha mãe, na faculdade sou eu mesmo que lavo e passo a minha roupa do mesmo modo como a Senhora me ensinou.
.A mãe- você tem entregado todos os seus trabalhos para os professores?
O jovem estudante- sim minha mãe, tenho entregado todos os trabalhos aos professores.
A mãe- você tem me chamado durante o sonho?
O jovem estudante- sim minha mãe tenho chamado pela senhora durante meus pesadelos, tenho tido enormes pesadelos, alguns são horríveis me deixam paralisados em um estado semi acordado dos quais não consigo me mover.
Ate que finalmente consigo chamar pela senhora, então sou libertado.
A mãe- você meu filho tem pedido proteção ao seu anjo da guarda?
O jovem estudante- sim minha mãe já fiquei de joelhos aos pés de Deus e clamei pôr sua ajuda assim como clamei pela ajuda do meu pai Oxalá.
A mãe- você agora meu filho você coloca estas roupas limpas que eu estou ti entregando, coloque este par de sapatos novos, coloque no bolso direito esta carteira, e senta na mesa para fazer sua refeição.
O jovem estudante senta em uma cadeira e a mãe aproxima do jovem e manda que ele feche os olhos.
O jovem fica com os olhos fechados olhando para o ar após ele abrir os olhos, a mãe pergunta o que ele viu.
O jovem estudante- mãe eu vi um espaço enorme como um filme, e um diabo preto caindo no espaço como caindo na terra.
A mãe- esta imagem que você viu foi a sua primeira encarnação, quando você foi trazido para terra.
A mãe- feche os olhos novamente e responda o que viu.
O jovem estudante- mãe eu vi muito claro como em filme um homem enorme em uma selva ele vestia-se como um bandeirante tinha o chapéu enorme e caminhava pelas matas com um andar cadenciado igual aos felinos.
A mãe- bem meu filho esta foi sua segunda encarnação aqui na terra.
A mãe- agora você fecha os olhos novamente, a mãe põe a mão na cabeça dofilho.
O jovem estudante- mãe agora eu vi uma batalha com soldados entrincheirados, os capacetes que eles usavam eram como os utilizados para a primeira Guerra Mundial.
A mãe- presta atenção filho de Deus, esta foi sua terceira encarnação.
A mãe- fecha os olhos novamente.
O jovem estudante relata.
Agora mãe eu vi a Segunda Guerra Mundial, soldados uniformizados combatendo.
A mãe- esta foi sua quarta encarnação.
A mãe- agora feche os olhos e relata o que você viu.?
O jovem estudante- mãe agora eu vi um homem sentado em uma mesa com outros homens conversando como se fora uma assembléia, mas as roupas do corpo eram feitas de luzes mas não uma luz brilhante, a luz era opaca, todo o corpo era deste modo, mas ele tinha uma aparência de raça negra e era semelhante a um medico.
A mãe- pois bem meu filho, eu ti gerei e este homem é o seu médico espiritual.
Portanto, honrai seu pai e sua mãe para que se prolongue seus dias de vida aqui na terra que o Senhor teu Deus ti da.
O pai se levanta com a bíblia nas mãos e lê o salmo 91.
Entra a irmã e lê o salmo 1 21.
Zapata e Rebelde caminharam em silencio por algum tempo ambos viveram os momentos de 1968 e tambem viveram sob ditadura militar.
Zapata retomou o diálogo quebrando o silencio.
O Brasil foi o único país a resistir a entrada do comércio de Opium e Heroina em suas fronteiras.
Durante muitos anos suas fronteiras naturais econômicas e sociais foram defendidas pôr um grupo de especialistas no combate e prevenção ao tráfico de Opium e Heroina.
No entanto os baronatos de outros entorpecentes proliferaram pêlos estados brasileiros.
Os Baronatos, condados, Ducados de cocaína fizeram do Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados seu reino Feudal.
Os Feudos do Nordeste Brasileiro assentaram suas bases e, suas linhas de ataques em uma economia Feudal donde, a circulação de mercadorias entre os feudos rendem lucros astronômicos aos participantes de tais empresas.
Os dois amigos sairam do teatro com uma convicção, a guerra social contra o narco trafico era uma guerra universal.
Zapata e Rebelde se despediram, Zapata embarcou para Brasilia e o general Rebelde foi parar em um hotel na rua Oscar Freire no elegante bairro dos jardins em São Paulo.
A cidade estava agitada o movimento politico dos CARAS PINTADAS estavam nas ruas, protestando contra o governo de Fernando Collor de Mello.